Pet, Breeder ou Show???

PET, BREEDER OU SHOW???

Muitas pessoas me perguntam o que significa a classificação dada aos gatos de “Pet, Breeder ou Show” e como identificar o padrão de um filhote ou gato adulto. Tentarei explicar essas três classificações da forma como entendo.

PET: São assim classificados os gatos que fogem as características referentes ao padrão da raça. No caso dos persas um gato pode ser considerado um pet se possuir um nariz baixo, um focinho mais saliente, possuir um corpo alongado ou um rabo muito comprido. Também são considerados pets gatos extremados com todas as boas características da raça, mas que apresentem faltas desqualificantes tais como:

– Nó no rabo: São defeitos existentes na cauda, tipo saliências, deformação óssea ou similar. Algumas podem ser notadas ao olhar, outras só são sentidas ao se apalpar toda a cauda.

– Criptorquidia (ausência dos testículos) ou Monorquidia (apenas um testículo na bolsa escrotal): Em ambos os casos esse problema pode não afetar a reprodução do gato, mas gerará descendentes com o problema. Além disso, os testículos que não desceram para a bolsa escrotal estão escondidos em alguma parte interna e precisam ser removidos por cirurgia, pois podem causar problemas sérios ao felino, inclusive tumores. Em ambos os casos são indicados à castração.

– Torção de Mandíbula: É uma deformação da arcada dentária, causando uma torção propriamente dita. É um problema genético, que pode ser transmitido aos filhos.

Os pets possuem o mesmo comportamento e temperamento de um gato classificado como Breeder ou Show, mas por apresentarem características não desejáveis ao padrão da raça, devem ser castrados e aproveitarem suas vidas como um bichinho de estimação, alegrando nosso lar e recebendo todo nosso carinho e atenção.

BREEDER: São assim classificados os gatos que já se encontram mais próximos do padrão da raça. São gatos que podem ser usados para criação e que provavelmente irão gerar bons filhotes, inclusive alguns shows. Os breeders em alguns casos poderão inclusive participar de alguma exposição, poderão não se sair um “best in show”, mas não farão feio. Eles são considerados breeders porque apresentam alguma característica indesejada: um prognatismo pequeno, um nariz um pouco mais baixo apesar da carinha chata, um corpo um pouco mais longo, orelhas muito próximas ou mais compridas, uma cauda um pouco mais longa e por ai vai.

SHOW: São os gatos que estão dentro do padrão ideal da raça, são aqueles que se destacam nas exposições, os que seriam perfeitos se existissem gatos perfeitos. Digo isso porque por melhor que um gato possa ser sempre terá algo que poderia ser melhor ou melhorado.

Um gato show deve ser curtinho, quadrado por assim dizer, ser harmônico, compacto, ser forte sem ser gordo. Precisa ter uma cabeça forte, testa arredondada, com orelhas curtas, afastadas e de extremidades arredondadas, nariz bem posicionado, não poderá apresentar problemas de dentição, ter uma expressão doce e agradável. Precisa ter uma pelagem exuberante, sem manchas ou falhas na marcação, ter um temperamento dócil e amável…

Lembro que independente da classificação, a escolha sobre ter ou não um animal de estimação precisa ser tomada com muito cuidado, precisamos ter certeza que teremos condições de fornecer a este ser uma vida longa e saudável. Um felino dura muitos anos e precisará de nossa atenção por toda sua vida, precisará de cuidados veterinários constantes, alimentação balanceada e um ambiente saudável para que se desenvolva de forma correta e feliz. Por isso é importante ao adquirir um filhote preocupar-se primeiro com a sua saúde e seu bem estar, o padrão é um detalhe, abordado aqui em nível de curiosidade. Também acho interessante que as pessoas interessadas em adquirir um filhote participem das exposições promovidas pelos clubes felinos, conversem com diversos criadores, conheçam os gatis, vejam as condições em que os animas vivem, estejam conscientes das doenças e questionem sobre elas e os cuidados necessários. Assim teremos mais animais saudáveis e menos animais abandonados!

(Artigo escrito por Mel Borges)

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